Projecto do arquitecto Raúl Lino, figura marcante da geração de 90, foi posta de pé entre 1905 e 1909, por ordem de José Relvas, grande homem da cultura portuguesa. O traçado arquitectónico é de cariz revivalista, conseguindo-se um efeito surpreendentemente português nesta construção que enraíza em formas pombalinas e seiscentistas. No referente ao seu recheio predomina o eclectismo de estilos e épocas, numa disposição harmoniosa.
São inúmeras as peças de mobiliário de imponderável valor e proliferam azulejos decorativos. Quanto à pintura ressalta a fiada do retábulo de S. Francisco de Évora, elaborada 1509 por Francisco Henriques e ainda uma natureza-morta de Josefa de Óbidos, bem como uma série de pintura portuguesa do século XIX, e variadíssimas obras estrangeiras de diferentes escolas. Preciosa é também a secção de bronzes. Podemos deliciar-nos ainda com a magnífica colecção de tapetes de Arraiolos, os retratos pintados por José Malhoa na sala de música e a graciosidade dos abundantes jardins arrendados de azulejaria do século XVII e XVIII. Uma pérola artística, das maiores do Ribatejo, de que a província se orgulha.