Uma mancha húmida, à volta dos rios Sorraia e Tejo, peculiar poiso de uma vastíssima fauna, constitui a mais nobre porta de entrada, a Sul, na Lezíria do Tejo.
Por terras de Benavente, englobando os vastos campos da Companhia das Lezírias, encontramos a Reserva Natural do Estuário do Tejo. Aqui vê-se o respeito e a paixão que as gentes ribatejanas têm pela natureza.
De dimensões impressionantes – 14 560 hectares –, a Reserva está inscrita na lista de zonas húmidas de importância internacional, especialmente como habitat de aves aquáticas. A Reserva Natural do Estuário do Tejo, uma das dez mais importantes da Europa Ocidental, é, na sua maioria, constituída por zonas de lamas esturianas, sapais, açudes, salinas, mouchões e terrenos agrícolas, que explicam a diversidade de espécies animais e de vegetação.
Neste magnífico espaço o visitante pode deliciar-se a ouvir e observar belos exemplos de aves aquáticas, que encontram aqui um local ideal para repousar e se alimentarem nos seus percursos de migração da Europa para a África Ocidental e admirar as inúmeras espécies residentes.
Para além da observação privilegiada das aves aquáticas, visite também os Arrozais da Giganta de grandes dimensões e verá as grandes plantações de arroz. Portinho de abrigo à pesca artesanal é o Lugar Hortas. Daqui observa-se a imensidão de todo este estuário, perdendo o visitante o horizonte da vista. Viaje até ao Sapal das Pancas. Aqui a paisagem não é azul: salta a imensidão do verde, o extenso verde. A Ponta da Erva, o Cais Mouchão e o Alcamé, com a sua modesta capela situada na Lezíria, constituem pontos obrigatórios que o turista não poderá deixar de visitar, pela sua singularidade.