As Salinas de Rio Maior são as últimas salinas de interior sobreviventes no território nacional e, ao longo da sua milenar existência, nunca deixaram de laborar neste vale encaixado entre a serra da Marinha e a serra dos Candeeiros, formando um dos pontos de entrada no Parque Natural de Serras de Aire e Candeeiros, funcionando como principal fonte da água subterrânea que alimenta a fonte salina. A grande densidade de ocupação humana neste vale permite recuar o aproveitamento do sal, que cristalizava em redor das exsurgências naturais, ao período do Paleolítico Superior. Os vestígios materiais permitem verificar que esta área continuou a ser procurada para a obtenção do “ouro branco” de forma ininterrupta até aos nossos dias. Os romanos terão iniciado a exploração nos modelos que ainda hoje subsistem. Os antigos armazéns de Sal em madeira e as suas peculiares fechaduras e respetiva chave de madeira ainda sobrevivem, agora com outras funções, mantendo a sua alma e características iniciais. Podem-se observar os talhos onde a água evapora, as baratas ou caminhos para calcorrear a marinha, as regueiras por onde a água salgada chega ao seu destino, os esgoteiros onde se mantém uma reserva de água e o poço de onde sai este precioso líquido, responsável por um sal de excelência.
Espaço museológico vivo onde se alia a longa história do local à vivência do seu dia-a-dia, assente no processo de safra do sal e das vivências das gentes que ali trabalham. Os processos produtivos pouco evoluíram, mantendo ainda um forte cariz artesanal e de conhecimento empírico.
Eco Museu Salinas De Rio Maior
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