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Villa Romana de Rio Maior

Villa Romana de Rio Maior

A Villa Romana de Rio Maior é datável do século III/IV e foi descoberta em 1983.

A Villa Romana, rústica ou rural, funcionava muitas vezes como casa de campo de um importante senhor romano, normalmente um magistrado de uma cidade.

Era uma grande quinta (latifúndio), onde se exploravam todos os recursos disponíveis: produtos agrícolas (cereais, leguminosas, azeite, vinho, etc.); mineração de ferro e fabrico de utensílios de metal; criação de animais; fabrico de cerâmica; tecelagem; produção de sal (para conserva de alimentos e tratamento de couro), etc. A produção era depois vendida às cidades romanas como Eburobritium (Óbidos), Collipo (Leiria), Scallabis (Santarém) e ao exército romano.

Até ao momento estamos apenas em presença de uma parte da Pars Urbana da Villa, ou seja, a área onde o proprietário vivia com a sua família. O espólio recolhido no decurso das escavações é sobretudo composto de peças indicadoras do grande luxo e riqueza desta Villa e dos seus proprietários. São elementos constantes em todas as salas e corredores postos a descoberto, os fragmentos de estuque pintado que fariam parte da decoração parietal e dos tectos da Villa, bem como pavimentos exclusivamente em mosaico.

Foram descobertos fragmentos de, pelo menos, cinco estátuas, uma delas de escala natural, e ainda uma peça quase intacta – a Ninfa Fontenária de Rio Maior. Esta representa um corpo feminino em repouso, esculpido em mármore branco, por ventura de Estremoz. A mão esquerda está apoiada sobre um vaso que possui um orifício para receber uma canalização, a qual verteria água num recipiente.