O edifício onde está localizada a Casa da Cultura de Rio Maior, desde 2001, resultou da reconstrução de dois edifícios contíguos e unidos entre si. Daí a referência ao Rei D. Miguel e ao ilustre riomaiorense João Ferreira da Maia.
Quanto à sua origem, pode situar-se na Idade Média, tendo evoluído sucessivamente até ao século XX. Contudo, o imóvel teve o seu período de esplendor na segunda metade do século XVIII. Manteve intactas as suas principais características adquiridas neste período e nas fases seguintes de ocupação (séc. XVIII – XX). Este imóvel possui uma estrutura típica de uma Casa Senhorial do Alto Ribatejo, possuindo uma pequena Capela privada. O piso superior (andar nobre) era destinado à área residencial, enquanto que no térreo instalavam-se os animais, arrumos diversos e a cozinha. O imóvel sempre foi conhecido por Casa de D. Miguel por se saber que o rei aqui estacionou no período conturbado da Revolução Liberal.
As suas fachadas, de relevante interesse arquitectónico, integram-se na linguagem estética do Barroco.
A Casa Senhorial é, actualmente, composta por um espaço de exposições e integra ainda alguns serviços da Câmara Municipal de Rio Maior.