Tornou-se num dos principais centros de peregrinação Marianos no Portugal quatrocentista. O culto ali prestado teve origem na aparição de uma imagem de Santa Maria, ocorrida em 1403, à qual se seguiram diversos “milagres”. Doze anos depois, a devoção do futuro rei D. Duarte levou-o a fazer a promessa de levantar um mosteiro no local, caso a conquista de Ceuta fosse bem sucedida. A autorização papal para esse efeito foi datada em 1419, tendo o ano de 1434 marcado a tomada de posse do complexo monacal por parte da ordem de S. Francisco. O santuário entrou, todavia, em processo de degradação no século XVII, estado que muito se agravou a partir da extinção das ordens religiosas, em 1834. Subsiste presentemente, a igreja, em situação devoluta, a qual patenteia elementos arquitectónicos góticos e manuelinos. O portal principal é gótico e possui um arco em ogiva com arquivoltas assente em dois pares de colunelos com capiteis decorados com motivos vegetalistas. A importância do Mosteiro de Santa Maria das Virtudes é, igualmente traduzida pela circunstância de ter proporcionado hospedagem a alguns monarcas, nomeadamente D. Duarte, D. Afonso V, e D. João II, bem como à esposa do último, a Rainha D. Leonor.