Uma das metas inscritas no documento tem a ver com a redução em 15% do tempo gasto em deslocações entre centros urbanos, embora não haja qualquer referência à duração média actual dos trajectos.
O PROT pretende a conclusão da rede viária principal programada e a melhoria das condições de acessibilidade proporcionadas pela ferrovia, mediante a modernização de linhas existentes e a construção de troços de conexão e o incremento da utilização do modo de transporte ferroviário, no contexto da promoção do transporte público.
Os autores defendem a necessidade de “promover uma rede de infra-estruturas rodoviárias que assegure bons níveis de acessibilidade, inter e intra-regional, a par da conveniência de consolidar e optimizar as redes e os serviços de transportes públicos que proporcionem oportunidades de deslocação alternativas às realizadas em automóvel”.
“Se a infra-estrutura rodoviária já oferece respostas em rede, em termos ferroviários não se pode considerar que exista um real funcionamento em rede que permita uma articulação das três sub-regiões (Oeste, Lezíria e Médio Tejo)”, lê-se no relatório, que propõem que se estude a viabilidade de concretização de dois corredores transversais: um (central) conectando Caldas da Rainha, Rio Maior e Cartaxo, com ligação ao Novo Aeroporto de Lisboa, e outro (a norte) ligando as linhas férreas do Oeste e Norte.
in Jornal O Ribatejo